CONSUMO DE RÁDIO AUMENTA EM MEIO À PANDEMIA

  • 11/08/2020
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CONSUMO DE RÁDIO AUMENTA EM MEIO À PANDEMIA

CONSUMO DE RÁDIO AUMENTA EM MEIO À PANDEMIA

“O rádio pode acabar!”, “Ih, com a chegada da TV, duvido que o rádio aguenta a pressão!”, “Que mané rádio! Pra quê? A gente tem tecnologia e internet!”. Quem nunca ouviu ou até comentou algo desse tipo? Quem nunca? Mas, na contramão das previsões e dos comentários equivocados, esse veículo de comunicação, além de completar seu centésimo aniversário daqui a dois anos e sem indícios de final de vida, presencia números cada vez maiores de audiência. Especialmente, aqui no país.

A reinvenção foi uma das peças-chave para que essa ferramenta – pioneira na transmissão da voz humana – vencesse o que seriam os “monstros” da concorrência, enfrentasse crises mundiais que atingiram setores como a saúde e a economia de diversos países, incluindo o Brasil, e ainda continuasse a ser um dos veículos mais consumidos daqui.

Quer um exemplo atual de que, possivelmente, nada abala as estruturas do rádio? A crise provocada pelo novo coronavírus. Pode parecer mentira (principalmente se levarmos em consideração as plataformas de streamings que estão bombando!), mas os dados comprovam que as pessoas passaram a escutar mais o rádio durante a quarentena e, algumas delas, até em quantidade maior do que antes de a Covid-19 se disseminar pelo país.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Kantar Ibope Media em 13 regiões metropolitanas do Brasil, 71% dos entrevistados afirmaram consumir a mesma quantidade ou mais de conteúdo radiofônico, em comparação com o período anterior à pandemia. Outros 20% disseram consumir muito mais rádio do que ouviam antes, em período de circulação normal.

Para se ter uma ideia do quanto a crise provocada pela Covid-19 no país afetou positivamente o rádio, em fevereiro deste ano, os ouvintes escutavam, em média, 4 horas e dois minutos por dia, geralmente no trajeto entre o trabalho e a casa. Mas em tempos de confinamento, a média subiu para 4 horas e 10 minutos.

Neste contexto, o que coloca a performance do rádio como destaque positivo em meio à pandemia vai além da reinvenção. Para a professora e coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Estácio de Sá Juiz de Fora, Aline Maia, as próprias características que o diferenciam dos outros veículos são os responsáveis para que os cidadãos, neste momento de quarentena, redescubram esse meio de comunicação. “O rádio trabalha a oralidade e exige de quem o acompanha basicamente um sentido: o ouvir. Então, mesmo as pessoas que não sabem, tenham dificuldade ou não gostam de ler – de todas as idades – conseguem acompanhar uma mídia que fala para elas, a língua delas”, explica.

A pesquisa da Kantar Ibope também mostra que o dial AM/FM segue como a principal plataforma de consumo, utilizado por 84% dos entrevistados. A internet (streaming) foi usada por 19% dos ouvintes, sendo que 12% dos entrevistados afirmaram ter consumido o conteúdo de rádio por transmissões no YouTube. “O rádio é uma mídia de baixo custo para as pessoas consumirem, é uma mídia popular. Então, todas as classes sociais têm acesso a esse meio de comunicação. E, como uma alternativa à internet, televisão, ele desponta de novo enquanto mídia democrática, acessível e que conversa com o público”, esclarece Aline.

Outro fator que também colabora para o crescimento do consumo do rádio na pandemia é, segundo a professora, a mobilidade, já que o rádio “permite que você faça outras atividades, enquanto escuta e acompanha a programação”.

A fala de Aline Maia corrobora com a da professora e coordenadora dos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da UniAcademia, Gilze Bara: “Como tem muita gente em home office e estudando em casa, as pessoas podem estar com o rádio ligado, enquanto fazem seus trabalhos, sejam eles profissionais ou escolares. Isso também pode ter ajudado a aumentar a audiência”.

O que eles preferem ouvir?

Os entrevistados da Kantar Ibope Media também falaram sobre a preferência ao escutar rádio: 52% procuram por músicas, 50% estão em busca de distração e 43% utilizam o veículo para se manterem informados sobre os últimos acontecimentos. Outros 23% afirmaram que consomem notícias em busca de atualizações sobre o coronavírus e 10% acessam reportagens radiofônicas para preencher o tempo livre.

“O rádio sempre foi um amigo dos ouvintes, um companheiro. E acho que, neste momento em que passamos por uma situação tão grave, esses vínculos estão sendo confirmados e até aumentados. As pessoas estão ouvindo mais rádio por dois motivos: para saber o que está acontecendo, para saber as informações (já que) elas sabem que o rádio traz as notícias quentes, do momento. E o outro motivo é justamente para se entreter porque, em momentos tão difíceis como os que a gente está vivendo, as pessoas precisam disso (distração) e, por isso, também usufruem do entretenimento que o rádio proporciona”, explica Gilze Bara.

Com todas as evidências de que o rádio não foi prejudicado (pelo contrário, né?), nem com a chegada da pandemia – que modificou diversos aspectos na vida dos brasileiros – não restam dúvidas de que ele jamais será carta fora do baralho. Vida longa ao rádio…e que comecem as comemorações ao seu centenário!

“Seja, viva, ouça e sinta o rádio. Você faz parte disso.”

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